Lomography Beijing

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A expressão ‘A cereja do bolo’ pode ser aplicada nessa minha situação, depois de passear pela Village, já estava feliz e satisfeito com o que tinha visto, eis que me deparo, numa galeria simples e antiga com essa loja.

Coisa mais aconchegante o lugar, tem todas as câmeras do site, não sei se tem câmera exclusiva, teria que analisar mais o site.

Em respeito a loja não mexi em nada nas do fotos, hehe. Espero passar um pouquinho do que é o ambiente. :)

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Santilum Road

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Santilum Road

Chegar aqui foi meio complicado, tive que pegar o metro duas vezes, so pr air pra outra estação ao lado, se não ia ser uma caminhada bem longa, e eu já estava cansado do passeio anterior. Depois que cheguei, nas duas horinhas que chamamos de fim de tarde as coisas estavam bem movimentadas.

Essa rua é conhecida por abrigar o The Village, uma espécie de shopping com marcas conhecidas no mundo inteiro e pela arquitetura do lugar que é simplesmente lindo, mesmo. As pessoas marcam pra se encontrar lá, ou bater um papo no Starbucks. Tem cinema também, bares, restaurantes e clubes. Existe duas ‘vilas’ a sul a norte. A de cima ainda não tem muitas lojas, mas o lugar é absurdo. As fotos falam por si.

Na rua também existe vários cafés, e é onde se encontra boa parte das embaixadas dos países aqui na China. Chaonyang  é um distrito bem rico da cidade.

 

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Depois de ter andado por um lugar tão lindo, pra completar, no fim da rua teve a cereja do bolo. Que dediquei um post ao lugar.

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Galero, to escrevendo aqui nem sei o ritmo que vai ser. 

Abri esse parentese no blog, pra perguntar se voces tem alguma sugestão de pauta, se tem algo que voces escutam falar da china, e quer saber se é desse jeito mesmo. A ideia do blog é mais impressoes, mas ta meio que um diário informal também.

Enfim, qualquer coisa, podem falar aqui que eu tento ir, tirar fotos e contar como eu acho que funciona as coisas.

Abraço e obrigado pelo carinho.

Wangfujing street

Depois de passar dois dias aqui no campus, sem fazer nada, num tédio gigantesco decidi fazer uma programação pra essa sexta. Escolhi duas ruas que dizem que são famosas aqui, mais pra compras mesmo, eu queria era conhecer a cidade, ver gente ( e aqui é tudo de monte).

Meu primeiro destino do dia foi Wangfujing street. Fui de metro, escolhi a melhor rota, e pronto, foi fácil de achar o local. O passei foi tranqüilo, entrei em alguns shoppings, chequei algumas lojas e pronto. Estava havendo desfiles abertos, e juntou um monte de gente pra ver, muito engraçado, parecia alguém famoso, mas eram só modelos chinesas.

Na minha pesquisa, falava que nessa rua eu ia encontrar os famosos espetinhos da China, que eles comem de tudo. Eu não encontrei de primeira e depois do almoço eis que me deparo com um portão antigo e um monte de gente passando, na hora eu fiz ‘deve ser ali’. Repetindo, eu tinha acabado de almoçar e 5 minutos depois me deparo com escorpião, barata, cavalo marinho, estrela do mar, e sei la mais o que presos num espeto. Foi tenso, mas daí eu fiz que era bonito e fui lá tirar a foto. Sério, não da vontade nenhuma de provar, não é questão de coragem ou nada, é simplesmente o modo que é servido, você vai encarar comida de rua assim? E um escorpião no espetinho da rua, vai que fode com teu intestino que ta todo regular, hehe. Não passou de fotos.

Bom, da pra ver pela vizinhança que a China não so vive de falsificações, as lojinhas carinhas também estão aqui faturando alto. Os preços são em media iguais ao do Brasil ou mais barato. So a Zara que achei meio caro pros padrões de Zara.

É isso, depois peguei o metro e parti pra um dos lugares mais ‘cools’ que eu já estive, Santilum Road.

 

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Tsinghua University

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Gente já estou na universidade, as aulas ainda não começaram daí da tempo de conhecer os novos estudantes ( de todas as partes do mundo, por sinal, e ainda não encontrei brasileiros, uma vergonha).

A universidade é enorme, acho que por parâmetros daí, dá umas 6 UFPE o campus inteiro, com centenas de prédios. Os alunos de Tsinghua moram na própria universidade, então  existe aqui uma mini cidade, que seria a área onde todos os estudantes ficam. Nisso é incluído supermercado, restaurantes (acho que tem uns 20), bancos, lojas de celular... É simplismente incrível.

Pra se locomover aqui é preciso de uma bicicleta, todo mundo tem uma. Já providenciei a minha por um preço bem bacana, menos de 100 reais. Foi um bom investimento.

Ainda não tirei muitas fotos da universidade, mais ai vão algumas.

PS: Reparem na cor do céu, Beijing é altamente poluída e da pra ver pelo céu cinza bem discreto, porém presente. As vezes passam algumas pessoas mascaradas tentando se proteger da poluição.

 

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Normal 0 false false false PT-BR X-NONE X-NONE Main building da universidade.

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Economic and management Building.

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Normal 0 false false false PT-BR X-NONE X-NONE Centro de artes da universidade, seria o CAC, hehe. Isso ai é só o prédio B, o A e o C não couberam na foto :/

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Normal 0 false false false PT-BR X-NONE X-NONE Pedaço da biblioteca do centro de artes.

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Normal 0 false false false PT-BR X-NONE X-NONE Edifício de direito.

 

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Normal 0 false false false PT-BR X-NONE X-NONE Essa é pro meus amigos engenheiros, o edícifio de algumas engenharias. Dá pra notar bem nessa foto a poluição :/

 

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Muralha

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O dia amanhaceu com um céu lindo, e como já tinha dito o céu é bem cinza normalmente, mas ontem e hoje você conseguia ver o azul, poucas nuvens e o sol. Tinha decidido que seria o dia que iria visitar a fábrica onde papai trabalha. Uma pena não conseguir registrar nada, mas as coisas aqui são bem grande e ainda conheci umas pessoas que trabalham com ele.

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Depois de tirar esse pedaço da manhã, o próximo objetivo era ir para Muralha da China, todo um respeito a ela. Peguei um táxi e decidi começar pela parte mais difícil, onde ela sobe a montanha pela primeira vez. Foi fácil chegar, apontei aonde queria ao taxista no mapa e ele foi certeiro, comprei o ingresso e passei pelo portão. PAM. Caiu a ficha que eu estava entrando em algo grandioso, tinha bastante gente, e as noivas lá fazendo suas fotos para o casamento pomposo chinês.

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Pronto começou a subida, que tenso viu, degraus de diferentes alturas, tinha hora que era praticamente uma escalada, tinha que colocar a mão no degrau de cima para não cair e morrer na muralha, hehe. Passei quase 40 minutos pra conseguir chegar a um ponto considerável, foi divertido, mas bastante (mesmo) cansativo, mas valia à pena subir cada metro daquilo e olhar a paisagem e admirar o quão alto eu estava. No meio do caminho fiz amizade com dois chineses, eles me acompanharam da metade até o fim da subida, a chinesinha era super simpática. Assim que você desiste de subir uma parte muito louca da muralha (pra passar você tinha que subir no muro, e novamente eu não queria morrer ali), tem uma trilha pelo meio da montanha que dá num teleférico e  essa foi a forma agradável e não cansativa de descer.

Depois do primeiro contato com a muralha, fui para outro ponto dela, descendo a montanha e indo para o distrito de Shanhaiguan. A parte antiga desse vilarejo é cercada pela muralha e tem as casas naquele estilo que eu lembro quando pensava na China. Novamente, comprei um ingresso e passei pelo – The first pass under the heaven - para novamente subir na Great Wall. O passeio foi tranqüilo, nesse trecho é tudo plano e deu pra ver a cidadezinha do alto, bem linda por sinal.

Foi um dia bastante cansativo, mas valeu a pena tudo (até o bronzeado), num lugar tão especial, como esse, senti falta de algumas pessoas que estariam aproveitando comigo. Mas fica ai o registro do momento, e espero que possa voltar lá, de novo, pra apresentar o lugar a um amigo.

 

 

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Beidaihe

Na quarta feira, a programação escolhida foi visitar o distrito de Beidaihe a 20 minutos de ônibus do centro de Qinghuandao. Esse balneário é conhecido pela grande influência de colonização russa, onde muitos deles tiram férias nas mansões que se estendem ao longo das ruas. A praia é bem mais limpa que a daqui da frente do hotel, pois não tem a influência direta do porto como aqui.

Nesse dia eu não sai sozinho, quem me fez companhia foi um americano do Tennessee chamado Marvin. A companhia foi boa, ele já tinha ido ao local, e íamos conversando sobre a cidade e às vezes ele puxava algum assunto sobre o governo americano (ele não votou, nem irá votar em Obama) ou a relação China X USA, foi muito legal. 

Depois de andar pelas ruas de Beidaihe, perto da parada de volta, tinha um parque com um edifício chamado Strange Building. Uma casa, que mais parecia com um labirinto, cheio de ambientes loucos para se explorar, foi divertido, passamos mais meia hora desvendando a casa. Nas fotos dá pra notar nas construções e nos letreiros que a Rússia está bem presente lá.

 

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Comendo na China

Eis que na segunda feira tive a maior experiência com a cozinha chinesa. O primeiro foi na hora do almoço, fui num grande shopping la do centro, na praça de alimentação e encarei esse restaurante que meu pai tinha me indicado no dia anterior.

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É uma espécie de self-service, você recebe duas tijelas gigantescas. Num balcão, tem um lado so de vegetais e o outro de carnes e outras proteínas, você preenche cada tijela em cada lado. Tem de tudo, no lado dos vegetais tem raízes, muito cogumelo, couve-fllor, folhas.  Do outro lado: bacon, ovo, peixe, camarão, bifes cortados em tiras e mais outras coisas que não tive coragem de colocar na minha tijela. Depois, é hora de pesar cada uma, saber o preço que deu aquilo (uma mixaria) e escolher o quão picante você quer que a mistura daquelas duas tijelas seja.

Após um tempo de espera, eis que o garçom trás o prato pra mim, ele vê que eu nunca vou entender o número que estão chamando (por enquanto) e trás o prato pronto, junto a uma porção de arroz (que só serve mesmo de acompanhamento, pra encher barriga mesmo). Eu coloquei bem pouca coisa e fiquei  de barriga cheia.

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Depois de uma tarde inteira andando por Qinghuandao, chegando no hotel, meu pai está de saída e pede para eu me apressar pois haveria que sair pra jantar e conhecer os seus colegas de trabalho e alguns tradutores chineses. O restaurante escolhido foi um Hot Pot, onde são servidas refeições de um modo bem chinês.

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Não sei se vocês já viram em documentário do globo repórter (kkk), Sonia Bridi mostrando aquelas salas reservadas, onde um grupo senta numa mesa redonda e tem sua ceia. Pronto, é um lugar desses, só que no caso havia tanta gente reunida que aquelas salas reservadas não comportavam todo mundo, então tivemos que nos separar e sentar em mesas para 4 a 5 pessoas. O jantar foi um dos mais interessantes que já tive, cada pessoa na mesa recebe uma pote com água temperada fervendo (lembra um pote de foundue e antes você ainda pode escolher o quão apimentado você quer o seu “hot pot”). Depois disso, existe um balcão com vários molhos e temperos onde você prepara uma mistura que acompanhará o jantar.

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Pronto, depois disso é so escolher os acompanhamentos do jantar, entre várias carnes e vegetais, e sair jogando no seu hot pot, esperar cozinhar e depois comer. É muito interessante e bastante sociável, enquanto eu esperava a comida cozinhar fiquei conversando com a tradutora chinesa, o assunto era dicas de como aprender chinês, foi muito divertido e ainda tive a oportunidade de colocar meu inglês enferrujado pra funcionar, e não me sai mal.

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Acho que foi a experiência mais chinesa que tive desde que cheguei, pois além da forma como foi as refeições tive meu primeiro contato de poder conversar com os chineses, que são bastante sociáveis. Outra coisa engraçada é que, imagine essa panela cozinhando na sua frente o quão calor deve ficar, e observando as outras mesas ao redor era normal a maioria dos homens estarem sem camisa, e olhe que o restaurante era considerado chique, mas vai entender os costumes de “etiqueta” chinesa.

OBS: As fotos no Hot Pot  foram tiradas do celular do meu pai, que eu infelizmente descobri que ia pra esse restaurante no caminho, e acabei deixando a máquina no hotel. Depois disso eu nunca mais saio sem minha câmera.

 

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Esse post é dedicado a todos os meus amigos, que assim como eu, não podem ver uma livraria que entram nela pra poder explorar o ambiente e procurar aquele livro que acabou de ouvir falar. No meu caso, não tinha nenhum livro novo pra ir atrás e sim conhecer o lugar que eu acidentalmente achei no centro de Qinghuandao.

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Depois de uma tarde de andanças nas lojas que meu pai já tinha me mostrado, resolvi seguir a intuição e apostar com os olhos nas ruas que não tinha andado, acabei achando um monte de shopping de bugigangas, alguns dedicados só aos jovens e quase por último essa livraria. Três andares de livros, majoritariamente em chinês, poderia ser que tenha algum em japonês ou coreano. Tinha muita gente nos corredores de livros folheando algo, nos cantos mais escondidos tinha grupos de estudantes cochichando, lembrei da minha época no colégio e de House Hogwarts, hehe.

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Na imensidão do lugar resolvi colocar um desafio pra mim, que acabou se tornando das vendedoras: Inventei de ir atrás de algum livro de Harry Potter. Perguntei a uma mulher apenas “Harry Potter?”, ela me encarou e não entendeu, daí peguei um livro na estante apontei pra ele e repeti o nome. Ela se empolgou, apesar de não ter entendido e pegou um pedaço de papel e pediu pra eu escrever. Com minha ultra habilidade de desenhista, além de Harry Potter desenhei uma cabeça com chapéu, óculos e cicatriz. A funcionária sumiu e depois voltou fazendo o número “3” com a mão e apontando pra cima, foi a minha alegria. Subi, e lá no terceiro andar perguntei a outra mulher do setor “Harry Potter?!”, pra que? Começou a procura de novo...
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Lá fico eu feito uma barata tonta, atrás da mulher que saia perguntando a todo mundo, não sei o que, e rindo da minha cara. Resolvi procurar alguma coisa que se referia a Harry Potter, por sorte achei uma sessão de DVDs e eis que aparece o filme! Peguei o DVD e mostrei pra mulher, sorri, porém ela disse que não tinha. Depois que eu já tinha desistido, já estava explorando os CDs a preço de banana eis que surge uma mulher super simpática, com dois livros de Harry Potter nas mãos, e me levando pra o resto da coleção. Missão cumprida.
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Depois do ‘rebu’ todo acabei comprando um deles, o mais fininho que coincidentemente é o primeiro da série. Acabou virando minha primeira lembrança que foi prometida antes de vim pra cá, o dono sabe quem é. Hehe.